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13 julho 2014

The Big [Ben] Theory: OOTD III

The Backpacker Wears English Lace

O segredo para a clássica combinação preto-branco jaz no detalhe, na textura e, é claro, nas damas de companhia...
No terceiro dia da minha magnífica expedição, deixei notar uma nova obsessão: o bordado inglês.
Esqueça o simples top branco, neutro que, até aqui, constituía o seu melhor amigo. Descubra as maravilhosas rendas e as suas capacidades mágicas de transformar uma peça básica num pequeno tesoiro a combinar com outros artefactos charmosos.
Cingi-me ao notável par de cores, adicionei acessórios minimalistas - para gerir as proporções, ligeiramente, perturbadas pelo estilo peplum alargado da blusa - e confiei no meu trench recorrente.

Kensington Gardens - Peter Pan Statue

A industrial cidade de sua majestade está repleta de jardins sublimes.
Este é, somente, um exemplo dos muitos e magníficos pedaços de natureza sempre complementados por construções, lagos, fontes, memoriais e estátuas.
Se está de visita, é imperativo dedicar algum tempo a estes museus a céu aberto!

 M&M's World

Uma paragem deliciosa nesta gigante concentração - de quatro pisos - de chocolates e souvenirs adequados à marca. Um passeio obrigatório nos intervalos chuvosos de Londres.
Umas poses aqui, uns sorrisos acolá e sempre um aroma celestial a chocolate no ar.

Leadenhall Market (a.k.a. Diagon Alley)

O mercado estava fechado - era sábado - e, mesmo assim, senti a inspiração inegável.
Esta é uma pequena porção do mundo potteriano enterrada na grande cidade. 
Absolutamente, deslumbrante e recomendável até para aqueles que não são fãs, pois vale pelo seu estilo arquitetónico, pela sua cor e pela sua luz particular.

King's Cross Station

O final do dia foi celebrado com uma breve ida a Hogwarts... Infelizmente, a passagem fechou-se e fiquei-me pela parede.
Durante o dia, a loja adjacente lucra com as fotos dos fãs que saltam de cachecol, Hedwig e malão no carrinho da estação, mas, pelas onze da noite, lá fui eu espreitar a plataforma vazia de comerciantes - ainda que repleta de simpatizantes como eu.
Enquanto esperava, percebi a vida impressionante da estação, como se estivéssemos todos a caminho de mais uma aventura.
Mais umas memórias no saco e um coração eternamente acelerado por novos lugares.
Tentado?

Inspirado na vida,
IP

Top - H&M
Jeans - Pimkie
Ténis - Primark
Trench Coat - Stradivarius
Mochila - Eastpack
Anéis - Stradivarius
Brincos - H&M
Relógio - Swatch

05 julho 2014

The Big [Ben] Theory: OOTD II

 The Backpacker Wears High Waisted Jeans

Mais um dia de exploração semi-planeada semi-espontânea, mais uma oportunidade de fazer magia com as escassas peças trazidas sobre os ombros.
Após um serão colorido por alguns aguaceiros e temperaturas menos agradáveis, decidi-me pelo conforto e estilo de umas skinny jeans de cintura subida, pela alegria das pintas brancas agora sobre uma tela cinza - consegue detectar a obsessão? - pelo meu fiel statement necklace, pelos únicos ténis ao meu dispor em terras inglesas e pelo meu trench coat predilecto.
O casaco e o colar funcionam, mais uma vez, como pontos de inegável interesse e cor sobre um conjunto neutro pontuado  (ironicamente) pelo elemento criativo do padrão da T-Shirt, originando uma combinação básica, versátil, mas que deixa adivinhar uma personalidade talvez peculiar.

Westminster Bridge

O céu londrino é, frequentemente, esta sublime obra de arte que produz uma iluminação distinta adorável. Um pouco de cor e estará reluzente neste ar tão tipicamente acinzentado que transforma a atmosfera desta brilhante cidade.

Prince Albert Memorial

Aproveite o ar da manhã - quase ainda da madrugada - para descobrir este mundo encantado repleto de lugares apaixonantes. Deixe-se conduzir, meramente, pela sinalização das ruas e parta à procura de tesoiros não planeados; deixe-se passear pelos bairros e imagine as mil histórias que guardam todos aqueles prédios imortais.

South Bank

Quando conseguir espiar alguns raios de sol mais intensos e um céu mais azul, corra para o famoso London Eye e aproveite a impressionante perspectiva sobre toda a cidade.
Até lá, delicie-se com a expedição ao longo das margens do Tamisa que oferece, constantemente, imagens de tirar o fôlego.

Londres terá sempre aquele ar sério e industrial tão apaixonante que nos impinge, inevitavelmente, a sensação de pertença a um enredo literário inesquecível...
Vem conhecer?

Inspirado na vida,
IP

Jeans - Easywear
T-shirt - H&M
Trench - Stradivarius
Ténis - Primark
Colar - Sheiniside
Mochila - Eastpack

04 julho 2014

The Big [Ben] Theory: OOTD I

The Backpacker Wears Polka Dots

Pela primeira vez, experimentei a redução ao minimo do espaço de bagagem e, por isso, planeei ao pormenor os possíveis conjuntos a montar no destino.
Londres - com o seu clima temperamental em tudo semelhante aos Açores - deixava-me poucos dias para aproveitar o meio achado preferido nas compras para a viagem: estes magníficos calções com pintas.
Por isso, decidi usá-lo logo no dia da inauguração da aventura e ir visitar a rainha no meu melhor traje.
Adicionei uma simples T-shirt branca - versátil e, facilmente, reutilizável - e um statement necklace que mal saiu do meu pescoço nos restantes dias.
Para terminar, o meu outro grande amor - este trench coat menta que comprei para evitar a ruína londrina - e umas simples sapatilhas neutras, escolhidas de modo a evitar a acumulação de calçado.

 A ponte em St. James's Park

 A escadaria do Tate Britain

A vista do Victoria Tower Gardens

Embora tenha sido um dia pontuado por chuviscos e alguns arrepios, o conforto nunca foi negligenciado. Visuais simples privilegiados por pontos de cor são a opção a adotar.
Se está de partida para a cidade do Tamisa, não esqueça o chapéu de chuva e o glamour para não destoar dos formais ingleses.
Tentado?

Inspirado na vida,
IP

Calções - Mango
T-Shirt - H&M
Trench Coat - Stradivarius
Sapatilhas - Primark
Colar - Sheinside
Mochila - Eastpack

03 julho 2014

The Big [Ben] Theory: London Haul

Tentações Londrinas

De mochila sobre os ombros e sem qualquer outra bagagem, lá fui eu para Londres festejar o final do meu primeiro ano de faculdade e a felicidade de ser jovem e aventureira.
A cidade anunciava-se frenética e sublime com as suas marcas famosas, prédios impassáveis e histórias escondidas sedutoras. Um verdadeiro tesoiro à minha espera que explorei centímetro por centímetro até já não ter - literalmente - mais sola para gastar.
Depois de visitar todos os pontos, tradicionalmente, devorados, partiu-se à procura dos must-haves londrinos há muito desejados: um verniz da Barry M - para testar o culto criado - outro da coleção da Rita Ora da Rimmel - que não chegará, certamente, a Portugal - um famoso Colorburst Balm Stain da Revlon - a que não consegui resistir - um aclamado exemplar do Rouge Velvet da Bourjois, um batom da Topshop - que andava a namorar - e um topcoat da Revlon, que espero resolver o problema a efemeridade da minha manicure.
A lista não termina aqui. É claro que tinha de comprar uma edição da Elle e da Company - que são absolutamente maravilhosas - e um livro que me lembrasse desta semana.
Para terminar, tomei partido da promoção 3 por 2 da queridinha Boots e adquiri, finalmente, o Hand Food da Soap&Glory, o Heat Defence da Tresemmé e o Miracle Moist da Aussie, cujo odor me leva ao paraíso.
A última adição foi esta magnífica blusa da Oasis com renda nas mangas, que muito me agradou.

Se está de partida pra Londres, eis alguns conselhos relativamente à terapia do retalho: aproveite as promoções oferecidas pela Boots e Superdrug - são, realmente, valiosas. Pesquise e decida o que pretende comprar ainda antes de sair de casa - reduzirá, assim, o risco de esgotamento de stock. Experimente produtos, cores e formatos novos e inusitados, vai ver que vai adorar a transformação.
Em breve, os mistérios londrinos voltam a ser desvendados...
Curioso?

Inspirado na vida,
IP

06 junho 2014

To Move or Not To Move: College Special

 Ficar ou Partir: prós & contras

Nem acredito que já terminou o meu primeiro ano de universidade; que, há dois semestres, estava eu na iminência de abandonar todo o conforto infantil e atravessar o oceano com a casa nas asas.
Lembro-me daqueles últimos dias. Recordo o clique que me empurrou. Sei o quão esmagador podem ser estas decisões, como um último metro antes da descolagem.
Por isso, é sempre fantástico encontrar uma segunda opinião. Eis aqui a tua.

Adiós! E agora?

Depois de decidir que universidade frequentar e que curso devorar, o primeiro passo é procurar onde morar. Pode optar por dividir um apartamento ou por ficar numa residência universitária (a vida constante no campus está para vir em post), mas, qualquer que seja a sua escolha, lembre-se:  pode despedir-se da sua privacidade e cumprimentar com um sorriso de orelha a orelha as suas novas responsabilidades inexoráveis.
Manter uma vida doméstica - ainda que singular - pode ser desafiante: os ritmos de estudo são frenéticos e quem tem tempo para cozinhar ou lavar a loiça ou comprar comida?
De facto, talvez seja este um dos  mais marcantes contras: o custo da liberdade (mas, facilmente, transforma-se num ponto a favor: imagine o mundo de escolhas ao seu alcance todas as semanas no corredor das guloseimas do Super-Mercado!)
Depois de ganha a autonomia, há que geri-la e esta vitória é, definitivamente, esmagadora na sua nova vida e identidade.
Por outro lado, há a incrível solidão. Sim, tem amigos e companhia, mas está, na verdade, completamente, sozinho num sítio onde a sua vida parece ser tão frágil.
É o primeiro combate com a mortalidade e consigo próprio: conhece-se como nunca e luta pela sua sanidade mental. Os lugares a ver , rapidamente, se esgotam e, quando a rotina se instala, particularmente, quando não lhe restam horas do dia para sair de casa sem ser acompanhada de um maço de folhas para ler, o mundo cai-lhe sobre os ombros.

Pelo retrato que estou a pintar, parece tudo um pesadelo e, no entanto, esta será a melhor época da sua vida.
Se decidir partir para Lisboa, nunca se encontrará sentado num sofá sem nada para fazer: há um milhão de opções a descobrir, constantemente, em evolução. Os sítios tornam-se chegados, mas as feiras, os ciclos de cinema e as lojas são tesoiros em imparável renovação.
Mais, as tarefas domésticas tornam-se relaxantes, um escape necessário ao ritmo constante de mais e mais trabalho a ser feito. Cada minuto na cozinha - ou na vitrine do take away - é mais uma viagem surpreendente e enriquecedora.
Por fim, estar sozinho é delicioso, quando está frio e se sente agasalhado consigo próprio ou quando se deita ao sol à beira do lago da Gulbenkian a aproveitar o fim de uma semana que sabe que será seguida por dois dias de mais leituras.

E voltar a casa?

Se tiver a oportunidade de lá ir todas as semanas, talvez seja melhor considerar poupar algumas viagens e concentrar-se no seu trabalho hibernada no seu novo lar.
Se, pelo contrário, for um migrante açoriano ou madeirense, os voos são um luxo a descobrir, que lhe dentam as poupanças e os horários.
Voltar a casa depois de um longo período de ausência é um Natal permanente, uma garrafa de champanhe que explode vezes e vezes sem conta, mesmo que mantenha um contacto inesgotável, o conforto da cama familiar nunca se mostra menos sedutor.

Vou ou fico?

Vá e aventure-se... Estar, completamente, perdido é, efetivamente, magnífico. Todos os dias são repletos de pequenas vitórias. Esta é a sua oportunidade de, finalmente, se constituir como adulto.
Diga adeus a essa gaiola, perfeitamente, doirada e venha conhecer-se, venha aprender a pensar.
Vai resistir?

Inspirado na vida,
Isabel Patrício


16 março 2014

Recantos Lisboetas: Panteão Nacional

O repouso dos notáveis

Entre alguns prédios, tipicamente, decrépitos, eis o Panteão Nacional, em todo o seu esplendor.
Simples e completamente branco, destoa de modo evidente de um ambiente lisboeta tradicional com os seus lares pintados de cores diversas, janelas abertas e tabernas escondidas.
Sob um sol perfeito, de câmara pronta e com a energia do almoço, lá fomos nós à descoberta.










Na construção, encontram-se alguns políticos notáveis, uma porção miníma de artistas e outros navegadores sob uma bela cúpula laranja.
Um passeio pelas redondezas pode, facilmente, tornar o percurso confuso, mas, se quiser arriscar, vale sempre aproveitar as pequenas lojas - ou melhor, as suas fachadas.
Com dias tão magníficos - uma primavera deliciosa - parta à descoberta dos lugares  incomuns no coração de uma cidade palpitante. 
Tentado?

Inspirado na vida,
IP