Mostrar mensagens com a etiqueta Lisbon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisbon. Mostrar todas as mensagens

22 junho 2014

A Verdade Sobre Ciências da Comunicação: Ano I


Há um ano atrás, tinha eu acabado os meus exames e estava na iminência de materializar um projecto já idoso e conhecido. Não havia decisão a ser tomada, apenas, mais um clique neste corte profundo com lar, uma mudança tremenda e, finalmente, um gostinho da vida que ambicionava, mesmo quando, ainda, nem sabia tantas outras coisas sobre mim.
Dez meses após este primeiro passo, cá estou eu de mala pronta para voltar a casa - para umas breves férias - e com uma história magnífica para contar.
Lembro-me do meu primeiro dia de faculdade: o segundo dia em que estive completamente sozinha no mundo. Recordo a estranha calmaria que sentia, como se nada estivesse em perigo, como se tivesse chegado, irreversivelmente, a casa - ou à nave-mãe.
Memórias à parte, estes dois primeiros semestres não foram nada menos do que esgotantes e deliciosos.
Segue-se, portanto, uma pequena avaliação das dez disciplinas com que fui presenteada:

Semiótica
Ao início, a irmã malvada da Filosofia, um calhamaço de inutilidades e, no entanto, incrivelmente, fascinante. Talvez seja uma opinião controversa, mas pensando sobre o que me impingiu, admito que me forçou a pensar, a saltar, a olhar o mundo sem os óculos da ignorância dos que a desconhecem. Um esforço - tremendo - necessário.

Teoria da Comunicação
Um revisão sobre o Homem e a sua experiência de ligação ao mundo. As leituras são mais do que basilares, nesta querida cadeira.

Ciências Sociais
Esta é a tal disciplina esmagadora que nos atormenta os finais de tarde com mais e mais textos infindáveis. Interessante, mas, talvez, não muito mais do que isso.

História dos Media
Volte ao secundário e reveja em profundidade alguns dos momentos mais importantes do percurso dos mortais, enfatizando - sempre - a indispensabilidade dos meios de comunicação. Um  feitiço que requer leituras acumuladas e um ângulo particular de exposição para que se consiga algum sucesso.

Teoria da Notícia
A pérola do primeiro semestre - diria, mesmo, deste primeiro ano. O material bibliográfico é [literalmente] esmagador, mas sublime. Um mergulho profundo nas rotinas do jornalismo que exige uma tomada de posição e o verdadeiro envolvimento do aluno. Brilhante!

Economia
À primeira vista, útil, compreensível e bastante prática. Contudo, no momento das frequências, exigente e, fantasticamente, complexa. Um monstro que exige toda a sua flexibilidade intelectual. Boa sorte.

Filosofia da Comunicação
Talvez uma das mais fascinantes cadeiras deste primeiro ano, mas muito mal aproveitada. Uma leitura rápida falha na apreensão da sua verdadeira essência. Se se der ao trabalho de esquecer o que lhe é recomendado e explorar, tornar-se-á num filósofo de primeira e certamente ficará impressionado com a sua capacidade de raciocínio. Vale o esforço extra.

Métodos Quantitativos
Uma combinação peculiar - para não a adjectivar de outra forma mais severa - de estatística e trabalho de investigação. Talvez a disciplina mais descartável.

Teoria da Imagem e da Representação
Andei aulas a pensar-me uma verdadeira ignorante e, no entanto, perante o desafio senti-me capaz de pensar, conhecer e até domar a besta. Uma mancha na minha perspectiva das mais simples tarefas, isto é, transformou-se, facilmente, nesta assombração que não me abandona (nem mesmo - e sobretudo - no cinema).

Sistémica e Modelos de Informação
A bibliografia é imensa, o princípio labirintítico, mas, todavia, sob o - aparente - pesadelo que é a Teoria Matemática da Comunicação de Shannon, jaz um mundo de possibilidades, engenhosamente, deliciosas. A acumulação de momentos que, no final, se encaixam perfeitamente.

Depois de um ano de aulas de Segunda a Quinta, leituras de Sexta a Domingo e oito horas de sono repetidas em rotinas um tanto exaustivas, mantem-se o sonho e aguça-se o engenho.
Para quem anda à procura de um pedacinho do céu embrulhado com os mais densos mantos infernais, voilá, nada melhor.
Convencido?

Inspirado na vida,
IP

Informações Úteis:
Nota do último colocado (2013 - contingente geral):
1ª fase: 16,8 v.
2ª fase: 16,95 v.

Provas de Ingresso:
História, Economia, Filosofia ou Português.

180 vagas


06 junho 2014

To Move or Not To Move: College Special

 Ficar ou Partir: prós & contras

Nem acredito que já terminou o meu primeiro ano de universidade; que, há dois semestres, estava eu na iminência de abandonar todo o conforto infantil e atravessar o oceano com a casa nas asas.
Lembro-me daqueles últimos dias. Recordo o clique que me empurrou. Sei o quão esmagador podem ser estas decisões, como um último metro antes da descolagem.
Por isso, é sempre fantástico encontrar uma segunda opinião. Eis aqui a tua.

Adiós! E agora?

Depois de decidir que universidade frequentar e que curso devorar, o primeiro passo é procurar onde morar. Pode optar por dividir um apartamento ou por ficar numa residência universitária (a vida constante no campus está para vir em post), mas, qualquer que seja a sua escolha, lembre-se:  pode despedir-se da sua privacidade e cumprimentar com um sorriso de orelha a orelha as suas novas responsabilidades inexoráveis.
Manter uma vida doméstica - ainda que singular - pode ser desafiante: os ritmos de estudo são frenéticos e quem tem tempo para cozinhar ou lavar a loiça ou comprar comida?
De facto, talvez seja este um dos  mais marcantes contras: o custo da liberdade (mas, facilmente, transforma-se num ponto a favor: imagine o mundo de escolhas ao seu alcance todas as semanas no corredor das guloseimas do Super-Mercado!)
Depois de ganha a autonomia, há que geri-la e esta vitória é, definitivamente, esmagadora na sua nova vida e identidade.
Por outro lado, há a incrível solidão. Sim, tem amigos e companhia, mas está, na verdade, completamente, sozinho num sítio onde a sua vida parece ser tão frágil.
É o primeiro combate com a mortalidade e consigo próprio: conhece-se como nunca e luta pela sua sanidade mental. Os lugares a ver , rapidamente, se esgotam e, quando a rotina se instala, particularmente, quando não lhe restam horas do dia para sair de casa sem ser acompanhada de um maço de folhas para ler, o mundo cai-lhe sobre os ombros.

Pelo retrato que estou a pintar, parece tudo um pesadelo e, no entanto, esta será a melhor época da sua vida.
Se decidir partir para Lisboa, nunca se encontrará sentado num sofá sem nada para fazer: há um milhão de opções a descobrir, constantemente, em evolução. Os sítios tornam-se chegados, mas as feiras, os ciclos de cinema e as lojas são tesoiros em imparável renovação.
Mais, as tarefas domésticas tornam-se relaxantes, um escape necessário ao ritmo constante de mais e mais trabalho a ser feito. Cada minuto na cozinha - ou na vitrine do take away - é mais uma viagem surpreendente e enriquecedora.
Por fim, estar sozinho é delicioso, quando está frio e se sente agasalhado consigo próprio ou quando se deita ao sol à beira do lago da Gulbenkian a aproveitar o fim de uma semana que sabe que será seguida por dois dias de mais leituras.

E voltar a casa?

Se tiver a oportunidade de lá ir todas as semanas, talvez seja melhor considerar poupar algumas viagens e concentrar-se no seu trabalho hibernada no seu novo lar.
Se, pelo contrário, for um migrante açoriano ou madeirense, os voos são um luxo a descobrir, que lhe dentam as poupanças e os horários.
Voltar a casa depois de um longo período de ausência é um Natal permanente, uma garrafa de champanhe que explode vezes e vezes sem conta, mesmo que mantenha um contacto inesgotável, o conforto da cama familiar nunca se mostra menos sedutor.

Vou ou fico?

Vá e aventure-se... Estar, completamente, perdido é, efetivamente, magnífico. Todos os dias são repletos de pequenas vitórias. Esta é a sua oportunidade de, finalmente, se constituir como adulto.
Diga adeus a essa gaiola, perfeitamente, doirada e venha conhecer-se, venha aprender a pensar.
Vai resistir?

Inspirado na vida,
Isabel Patrício


16 março 2014

Recantos Lisboetas: Panteão Nacional

O repouso dos notáveis

Entre alguns prédios, tipicamente, decrépitos, eis o Panteão Nacional, em todo o seu esplendor.
Simples e completamente branco, destoa de modo evidente de um ambiente lisboeta tradicional com os seus lares pintados de cores diversas, janelas abertas e tabernas escondidas.
Sob um sol perfeito, de câmara pronta e com a energia do almoço, lá fomos nós à descoberta.










Na construção, encontram-se alguns políticos notáveis, uma porção miníma de artistas e outros navegadores sob uma bela cúpula laranja.
Um passeio pelas redondezas pode, facilmente, tornar o percurso confuso, mas, se quiser arriscar, vale sempre aproveitar as pequenas lojas - ou melhor, as suas fachadas.
Com dias tão magníficos - uma primavera deliciosa - parta à descoberta dos lugares  incomuns no coração de uma cidade palpitante. 
Tentado?

Inspirado na vida,
IP

23 dezembro 2013

The Advent Calendar: Day 4

Oh The Christmas Lights!

A sugestão de hoje é de cumprimento obrigatório...
Vá à baixa - do Chiado ou de Ponta Delgada - e aproveite um belo passeio sob as belas luzes natalícias.
Aproveite para relaxar e respirar o delicioso ar gélido da noite.
Depois de um dia de trabalho, nada melhor!
Imperdível.

Inspirado na vida,
IP

20 dezembro 2013

The Advent Calendar: Day 7

Christmas Flight...

Finalmente, acabadas as frequências e as aulas (por agora), foi tempo de tomar um avião e voltar à ilha.
Em Lisboa, pela primeira vez este ano, o tempo decidiu mostrar-se invernal... um verdadeiro terror de vento e alguma chuva. Enfim, voos atrasados e mais voltas a dar no Duty Free Shop, o que não é nada mau, considerando que o aeroporto estava decorado a rigor.
Alegremente, de férias e já falta tão pouco para o Natal!
Entusiasmado?

Inspirado na vida,
IP

18 dezembro 2013

The Advent Calendar: Day 8

Santa's Little Helpers

À guisa de despedida de Lisboa, fui passear pela zona do Campo Pequeno e aproveitar a sensação de alívio depois de uma semana recheada de frequências, trabalhos e todo o tipo de tortura imaginável.
As luzes não eram, realmente, nada de especial, mas encontrámos o cinema mais engraçado de sempre. Fica no Centro Comercial Campo Pequeno e está recheado de pequenas figurinhas de personagens bem conhecidas e, no meio da azáfama de heróis, bandidos e piratas incontornáveis, estavam estes dois seres peculiares.
Um sítio a visitar!
Lojas diferentes, pouco movimento e grande espírito natalício.
De resto, vemo-nos em casa.
Não se esqueça de por lá passar...

Inspirado na vida,
IP

02 dezembro 2013

The Advent Calendar: Day 24

A Feira Popular De Lisboa

Na esperança de encontrar pipocas deliciosas e diversões horripilantes, lá fui eu para Entre Campo à procura da tão noticiada Feira Popular de Lisboa.
A três passos da estação de metro e já letras luminosas anunciavam bons momentos de distração e acrobacias improvisadas.
Bem, o espaço não é grande e as diversões são mais adequadas para crianças, mas, mesmo assim, vale a viagem! Se decidir passar por lá, experimente o Circo (ao domingo, às 16:30) e, talvez, esqueça as dietas saudáveis com as farturas recheadas ou todo o manancial de tentações fritas à distância de uma fila interminável.
De entrada grátis, facilmente produz uma conta considerável, já que cada atração é, naturalmente, paga. Porém, para um dia de Natal, é uma boa opção que deve ser, imperativamente, acompanhada de botas, luvas e casacos bem quentes.
À procura do que fazer num fim de semana de Dezembro?
Visite este recinto repleto de luzes coloridas e bons momentos embrulhados com doses saudáveis de pânico.
Vem divertir-se?

Inspirado na vida,
IP

28 setembro 2013

Diário de Bordo: Passeios Outonais

 Passeios Outonais

Ontem foi a primeiria noite que, definitivamente, estava a precisar do calor de uma chávena de cidreira ao deitar.
Lá fora , um tempo ventoso e confortável. Cá dentro, a temperatura ideal para um início de Outono perfeito.
Enfim, nem a chuva me impediu de sair de casa, em parte com o propósito de me abastecer de agasalhos!
Aventura-se?

 Meias & Blazers

Neste momento, está a temperatura ideal para umas meias translúcidas e para os blazers mais leves de outono.
Deste modo, nada mais acertado do que embarcar numa divertida expedição por um guarda-roupa apanhado desprevenido!
As escolhas? As clássicas meias pretas, o padrão e o rosa feminino imprescindível.

 Secret Garden

Afinal, o Centro Comercial Colombo tem um bonito jardim com algumas esplanadas, uma fonte e um relvado convidativo.
Infelizmente, esta descoberta veio em má hora, já que não me restam dias propícios a atividades ao ar livre.
E mesmo assim...

 Strolling Around

Uma boa manhã de sábado passada na alegre caminhada - sim, caminhada - num espaço interminável.

 Boas intenções

Para quem queria visitar os jardins da Calouste Gulbenkian, uma chuvada repentina não é o melhor dos incidentes.
Porém, enquanto o tempo nos castiga, há sempre a hipótese de possar com o guarda-chuva.

 New Ways

Depois de ter mostrado o jardim - ou, pelo menos, a parte que já conhecia - decidi aventurar-me nos restantes caminhos secundários.
De facto, este é um daqueles lugares a não perder em Lisboa.
Magnífico, mesmo depois de uns momentos de Outono.

Hidden Beauty

 In good company

Estávamos a apreciar o pequeno rio e quem decide juntar-se ao grupo?
Que simpático.

 Campo Pequeno

Toda a área fica, extremamente, enaltecida por estes dias diferentes.
Um estilo pouco trivial numa cidade tão desnuda e fria.

Fall Leafs

E nada melhor que um fim de tarde dedicado ao ócio num banco de jardim, enquanto vemos cair folhas amarelecidas pelos tempo inexorável.

Está a a gostar destas novas temperaturas?

Inspirado na vida,
IP

27 setembro 2013

Miséria.

Mesmo quando o sol está refém do manto celeste, decido despertar!
Em menos de duas horas, estou porta fora. Em menos de duas horas, vejo o mundo a cair aos pedaços.
Todos os dias, a mesma história, o mesmo desfecho.

Palmilho a rua, lentamente, ainda imersa num mundo não real. Conquisto as escadas intermináveis e ao fundo, no meio do trânsito, já posso ver o mísero homem doente a pedir esmola aos inúmeros carros que param obrigados por qualquer invenção humana.
Vejo-lhe a bengala. O casaco gasto. O cabelo oleoso. A expressão de quem pede ajuda já sem esperança.

Sigo em frente. Ignoro. Sou, portanto, mais uma das que lhe foge.
Cruzo ruas em busca de um lugar seguro. Passo um jardim predileto. Vejo as gentes avolumarem-se. Observo a pressa, a arrogância e a humildade.

É sobre este homem - o homem português - que lhe quero falar.
É sobre o seu andar de inválido e sobre este corpo que a sociedade esquece.
Entre ideologias diversas, pessoas que prometem e eleitores que acreditam, mantem-se sempre esta grave lacuna: uma ajuda social eficaz!

Venho de um lugar onde só há pedintes anónimos. Aqui, estão por toda a parte e tocam-me.
Sou eu a única incapaz de aguentar mais dias de mal gestão?
Vejo recursos a serem deitados à rua e a falharam o alvo. Estamos num país com um pontaria terrivelmente pobre.

Por um lado, encaro ratos obesos que gozam os contribuintes. Esta foi sempre a minha única verdade.
Chegada, porém, ao outro lado da estrada, encontro o jovem que dança na esperança de uma moeda, o idoso cansado que implora por um auxílio, a mulher que leva um rosto curtido dos dias e da fome.
Se antes havia em mim tal raiva causada por uma distribuição injustamente desigual, hoje é fúria que me consome. 
Depois de ver os "necessitados" viverem como reis que desperdiçam, continuamente, palácios, vejo um vento capaz de varrer homens e mulheres.

Amanhã, pelas mesmas sete horas de uma manhã ainda escura, verei, certamente, a mesma vontade gasta de não morrer, que se esvai lentamente.
Ao longe, sempre ao longe, até que um dia a vela se apaga e aí saberei que tudo está perdido.

Não valerá a pena proteger esta chama. Ou pelo menos tentar?

Inspirado na vida,
IP




25 setembro 2013

Diário de Bordo: O primeiro orvalho...

 As primeiras nuvens negras

Não é um "Diário de Bordo" comum, já que, na verdade, não se tratou de uma tarde de exploração, mas sim de um passeio para dar as boas-vindas ao tempo outonal, depois de ter ficado encharcada a caminho de casa.
Surpresa das surpresas: o sol abrasador de um Agosto que se prolongou em demasia deixou-nos e, do nada, estou eu mergulhada com um simples cardigan nas primeiras chuvas de Setembro!

 Instantâneo

É, efetivamente, incrível como só esta tarde reparei que já povoam os relvados as magníficas folhas caídas...
Depois de alguns dias de quase horror ao calor insuportável, o Outono parece, finalmente, desmascarar-se.

 Little Treasure

 Mossy Season

Ainda sábado estive nos jardins da Gulbenkian, mas hoje, quando lá voltei, pareciam bastante mudados: troncos, deliciosamente, cobertos por musgo, folhas que abandonam as alturas e uma cor esmeralda sublime.

 Um lago predileto

Estou cá há, precisamente, dezasseis dias e, no decorrer deste curto - mas tão longo - período de tempo, encontrei um lugar especial: um pequeno Central Park a cinco minutos de casa.
Sinto-me, realmente, grata por poder passar qualquer momento nestes jardins extraordinários, mesmo aquele fim de tarde dedicado a um passeio para combater a preguiça.

 Posse

 Last Summery Songs

Este "caminho secundário", em breve, transformar-se-á numa bela coroa outonal. Mal posso esperar!

 Última Paragem: Campo Pequeno

Depois de uma tarde nublada, as nuvens parecem assemelhar-se à habitual despedida estival.
Porém, já se sente, definitivamente, uma brisa pouco trivial.

 Varanda

Eis que, ao passar pelo passeio, reparei nestas bonitas flores. É claro que não poderia deixar de as cristalizar e de as imergir no meu baú especial.

«Beauty is in the eye of the beholder»

Sim, sou aquela turista que para no meio do passeio para fotografar a calçada - ou, neste caso, o engradeamento da embaixada espanhola. Sou aquela visitante que admira as colunas e esquece os santos. Sou aquela deambulante que guarda as flores silvestres, enquanto tantos procuram, simplesmente, sentar-se no relvado, calmamente.
De facto, eu prefiro guardar dos sítios os pequenos detalhes. Prefiro memorizá-los como um todo recheado de pequenas subtilezas maravilhosas...Prefiro permanecer num passeio e observar o efeito magnífico das aves que, repentinamente, decidem fugir.
Talvez não tenha sido sempre assim. Nem sei. Agora, no entanto, jaz em mim esta criatura que me impõe a necessidade de sair à rua e conhecer, consumir mais e mais pormenores.
Afinal, a vida dilui-se em menos de nada e tudo o que nos resta são estas recordações, não é verdade?

Inspirado na vida,
IP


22 setembro 2013

Diário de Bordo: Turista Residente...

Turista Residente

Durante tantos anos vivi no mesmo local com raro contacto ao mundo exterior, que, agora, vivendo num sitío completamente novo, surge-me como responsabilidade a tarefa de aproveitar o bom tempo, os segundos livres e a cultura gratuita!
Portanto, passei o fim de semana numa pequena expedição dedicada à descoberta de Lisboa e de tudo o que tem para oferecer a um turista (residente).

 Primeira Paragem: Chiado

Não vim cá ver, de novo, a rua Augusta nem o Terreiro do Paço. Antes, quis visitar o Museu do Design e da Moda (MUDE) nesta mesma rua.
Interessante? Diria, definitivamente, confuso! A entrada é gratuita - o que se mostra rara exceção nesta cidade de gananciosos. Porém, a exposição permanente está desprovida de explicações e as temporárias de orientações.
Enfim, arriscamo-mos por andares que não sabiamos se nos eram permitidos ou não. Vimos peças de mobiliário e ignorámos os longos discursos relativos a umas peças que deveriam compensar a falta de informação relativa a outras.
Mais uma vez - e, especialmente, por ser fim de semana - a arte de rua era cativante!

A demanda pelo gelado

Naturalmente, a rua Augusta é a mais movimentada e, consequentemente, aquele em que as gelatarias estão mais desprovidas de gelados. 
Atravessámos toda a sua extensão e surgiram, somente, três opções: um café com bom aspecto e um elevado número de clientes à espera, que passámos; uma gelataria com as reservas quase esgotadas; uma pastelaria com pouco variedade, mas que, devido à ausência de escolha, foi a predileta.
Para fugir ao calor de Agosto que se sente neste final de Setembro, uma bola de Morango... Agradável, mas, claramente, vencível!

Campo Grande

Estava eu na Sexta-Feira à procura de bons jardins ou museus que custassem absolutamente nada. Ora é claro que a escolha era mais do que reduzida, mas, entretanto, na pesquisa, surgiu este Jardim do Campo Grande.
Fim da história? Impossível de encontrar. Na verdade, de natural só vimos este pavão no passeio... Estranho, não?

Bem-Vinda

 É sempre agoniante chegar à estação de metro final e pensar que ainda temos uma avenida para subir até chegarmos a casa...
No entanto, ontem estava um por do sol tão bonito: um perfeito dia de Verão que se desvanecia sob um manto quase reminiscente dos citrinos da época.
Enfim, eu, qual turista, fotografei o momento, mal saída das inacabáveis escadas.

 Marquês do Pombal

Não há muito a dizer... 
Estavamos a caminho do Parque Eduardo VII e encontrámos o Marquês e todos os seus animais de estimação cristalizados no tempo!

 Mais uma vez...

Esqueça a ideia de que a arte de rua é inferior à antiga ou à tomada, efetivamente, por algo com valor.
Esta ilustração tão bontia foi, na verdade, uma das melhores caraterísticas do Parque referido.

 Degradação & Abandono

É quase depressivo ver tal obra arquitetónia transformar-se em mais um local em ruínas povoado, apenas, por sem-abrigo e sem mais nada a oferecer.
Assim, tendo em conta todo o estado das áreas circundantes e do próprio jardim, o Parque Eduardo VII foi, claramente, uma desilusão!

Beleza em Contraste...

 As escassas flores!

 Esculturas?

Sempre admirei quem é capaz de trabalhar a pedra de modo a que tome formas humanas tão perfeitas, o que não é o caso desta estátua no centro de um lago perto de uma esplanada do Parque Eduardo VII. As suas proporções estão exageradas e a matéria parece grotesca...
A desilusão continua.

 Fim do labirinto

 À parte....

Este pequeno lago com esta ponta é adorável, não concorda?

A vida sob um calor abrasador

 Pela cultura do espiríto, o domínio da força

 À beira Tejo

Estar à beira rio faz-me sentir quase em casa. É relaxante, bonito e agradável. Perfeito para uma caminhada de Domingo ou até um momento de reflexão.

 Fontes Inesgotáveis

Estar sob tais temperaturas faz com que semelhante fila de água seja uma visão deliciosa.
Depois dos nossos mantimentos se terem esgotados, qualquer cenário semelhante é especial!

 Arco de Água

Mesmo junto ao Oceanário de Lisboa, esta bonita paisagem: ao fundo, um arco de água com uma pressão imensa; pelo caminho, um pequeno lago decorado com um caminho de pedras; em volta, diversas maquinetas que usam a água como motor!
Uma boa opção para um dia solarengo.

 Toda a sombra é desejada!

 A infância é infinita...

De volta...

Para chegarmos ao Café di Roma - bastante recomendável - tomámos a ponte (pouco segura) sobre o rio. A sua falta de opacidade assustou-me de tal forma que no retorno tomei o caminho por terra firme.
É um passeio, realmente, agradável cujo valor aumenta em contraste com o terror da anterior passagem!
Assim, em conjunto com mais algumas voltas no Centro Comercial Vasco da Gama, terminou um fim de semana de exploração.
Curioso para descobrir as próximas paragens?

Inspirado na vida,
IP