Mais um acaso do destino… Foi, assim, que encontrei A história do amor. Numa primeira inspeção, descobrem-se abundantes críticas positivas à autora e à própria obra, sendo aclamadas como únicas e marcantes. Bem, e com este prelúdio, pouco resta à imaginação… A expectativa era suprema e só me restava mergulhar no enredo. Fi-lo!
Desde o início, apresenta-se uma história diferente e inesperada: o retrato da vida de um idoso – Leopold Gursky - nos seus dias finais que luta por marcar a sua presença para não ser encontrado morto vários dias depois do seu final…
Porém, na porção seguinte, já se introduz Alma Singer, uma jovenzinha que luta contra a dor da perda do pai e contra o estado dormente da mãe. Uma guerreira precoce!
Dois enredos, aparentemente, díspares, que se unem… têm em comum um livro escrito pela primeira personagem e relevante na vida da segunda. Todavia, essa conclusão é precipitada, pois, somente, na parte final da obra, se percebe quem era realmente o autor do romance e se dissolvem alguns dos enigmas que o rodeiam.
Pelo caminho, o homem sofre e debate-se com o passado; Alma procura-se e tentar encontrar um parceiro para a mãe, para que a sua dormência se dilua, caindo na própria pesquisa da sua origem.
A história do amor é uma obra para os resistentes e persistentes, que não desistem à primeira confusão ou mal-entendido. Devorá-lo é uma tarefa, facilmente, complicada, mas deliciosa. Um livro misterioso e que nos força à reflexão do que é real e possível e do que é real e impossível. Uma introspeção sobre a solidão! Claramente, recomendável. A ler e reler…
13 outubro 2012
A história do amor de Nicole Krauss
23 agosto 2012
Review: Eat, Pray, Love
Comer, Orar e Amar é um extraordinário filme que descreve a jornada de um mulher – encarnada por Julia Robertas – que se tenta encontrar. O título retrata, precisamente, a progressão da viagem que faz para explorar a sua alma e encontrar paz. Inicia-a em Itália, onde come e esquece todas as restrições da sociedade e os modelos de magreza a seguir. Segue para a Índia, onde medita e descobre a sua capacidade de sentir tranquilidade. Por fim, chega a Bali, onde encontra o amor, que a força a desistir do equilíbrio morno atingido até aí.
Brilhante! Com efeito, retrata o retorno à alma e a procura pelo gosto pela vida. Induz-nos em reflexões sobre o que é realmente importante. A ver e rever…
18 agosto 2012
Daisy Miller de Henry James
Henry James foi uma recomendação e, por isso, esperava um sucesso. Pois, tive-o! Daisy Miller é uma obra extremamente pequena que explora o comportamento de uma jovem namoradeira americana inserida na sociedade rígida europeia.
Através da visão de Winterbourne, um jovem americano que mais se assemelha a um «formal» europeu – fruto da sua educação em Genebra – revelam-se as atitudes inapropriadas da bela jovem, que o encanta e revolta, já que pela sua imprudência nasce a proibição de mais profunda aproximação.
Disseram-me que Henry James era comparado a Austen. Em Paris é uma festa de Hemingway, Haidle – esposa de Ernest – apenas aprecia este autor. Portanto, restava-me grande curiosidade. Efetivamente, é delicioso: simples e dotado de delicadeza! Recomendável e leve para o Verão!
01 agosto 2012
Sangue azul de Jane Austen
É estranho como as coincidências e encruzilhadas da Fortuna nos conduzem, indubitavelmente, a um único caminho. Com efeito, apesar de ter intenção de requisitar Persuasão, acabei trazendo Sangue Azul, já que do primeiro estava disponível, somente, uma edição de bolso. Todavia, chegada a casa, a minha surpresa foi grande, quando pelo prefácio descobri serem a mesma obra. Em inglês, Persuasion e em português, Sangue Azul ou – como mais recentemente tem ficado conhecida – Persuasão.
Deste modo, iniciei a leitura com a expectativa usual dedicada a qualquer obra austeniana. De facto, mostra-se consumível… Uma história doce e ligeira!
Não é o enredo mais brilhante. É, contudo, agradável e ideal para os dias tão nebulados desse nosso estivo. Diria-se um conjunto de personagens simpáticas e uma protagonista – Anne Elliot – cativante; semelhante, penso, a Fanny de Mansfield Park em génio, diferente em tudo em condição e, suficientemente, díspar no seu destino para ser mais apreciada…
Como sempre, Bath representa um cenário delicioso e, em suma, a história romântica desta obra é uma das mais apelativas da autora. Um bom livro, certamente! A ler e reler…
30 julho 2012
Jane Eyre de Charlotte Bronte
Depois de algumas recomendações, tornou-se quase imperativo lê-lo, já que os maiores tesoiros são, por vezes, derramados por mãos conhecidas.
Bem, tal como O monte dos vendavais de Emily Bronte – irmã de Charlotte – a construção de todo o enredo é algo confusa e, inicialmente, pouco atrativa. Contudo, mostra-se, também, estranhamente, consumível, uma vez que apenas em 48 horas foi consumido, não obstante o seu tamanho considerável.
Com efeito, está pejado de pequenas histórias, de contrariedades e semi-felicidades. Não é um livro feliz e falha pela abundância: é uma simplicidade demasiado complicada. Porém, é obviamente recomendável, não sendo, na minha opinião, assim tão incontornável.
Sim, escandaloso no seu tempo, delicioso no nosso, mas, certamente, um romance pesado…
Após alguma reflexão todos os detalhes ganham vida, mostrando o quão magníficos são. Definitivamente, brilhante, mas, talvez, demasiado extravagante, sendo ofuscada por si própria…
No final, uma opinião confusa, retire a sua própria… parece-me uma história íntima que se mostra diferente a cada leitor, não? A ler e, quem sabe, reler…
20 julho 2012
Garnier Skin Naturals Pure Creme Hidratante
Se me perguntassem, qual o produto de beleza que, frequentemente, negligencio, responderia: hidratante facial!
Bem, sei que a hidratação é o primeiro passo para uma pele bonita, mas, quando a nossa não apresenta grandes problemas e quando já produz oleosidade suficiente, é compreensível este «esquecimento». Na verdade, é punível, de qualquer modo, mas menos repreensível! Uma vez por semana, insisto numa esfoliação muito precisa e aí, realmente, sinto necessidade de um bom hidratante, que me sacie e não acelere a oleosidade natural da minha pele.
A escolha adequada é, então, o creme hidratante da linha Pure da Garnier – a minha preferida da marca. Apesar de ser um tratamento de dia, é bastante intensivo e, suficientemente, eficiente. Funciona, maravilhosamente, em peles mais oleosos que necessitam de hidratação extra – mas moderada – após uma intervenção mais intensiva. Uma boa escolha, a um preço acessível, o que, claramente, influencia a escolha em tempos como este. É a opção ideal para quem ama a pele e o orçamento, sem descuidar nenhum dos dois. A usar e reusar…
Nail of the week: Pink Flúor da Risqué
Os neons estão em alta esta estação. Isto é certo e sabido, mas enquanto todos usam cores berrantes, que já nos asfixiam, o melhor é apostar na diferença e contradizer a tendência. Afinal, todos adoram alguém do contra. Assim, como, mesmo bronzeada, estas cores não me favorecem, tenho apostado em Rosa!
Ainda na Primavera, tinha experimentado Strawbery Fizz da Rimmel e, naquela altura, a cor parecia-me bonita, porém gritante demais para a minha pobre tonalidade marfim. Todavia, quando combinado com um bronzeado mínimo de início de Verão e com um azul piscina – como o Aqua Cool da Rimmel – a cor consome de tal forma o espírito que se mostra adorável, alegre e, mais importante, ESTIVAL! Perfeita para os pés descalços na praia e para as sandálias coloridas diárias.
Esta foi, realmente, a minha primeira experiência com verniz rosa e foi este gosto que me conduziu ao Pink Flúor da Risqué. A cor é, na verdade, bastante diferente da anteriormente mencionada, é metalizada, tem certo brilho e é mais garrida, sendo comparada a um neon escuro, que funciona para quem não tem alternativa.
Pink Flúor é uma alternativa feminina e versátil para esta estação. As peles mais escuras adoram-o, já que é o perfeito cor de rosa. As mais claras põem-o em evidência de forma esplêndida, perguntando-se de onde veio tanta vivacidade. Perfeito para o Estivo que nos acompanha. A usar e reusar…
Garnier Skin Naturals BB Cream
Ultimamente, são muitas as marcas «acessíveis» que se dedicaram à criação da sua própria versão de Beauty Balm, verificando-se alguns sucessos, mas, também, alguns falhanços! Neste caso, o produto em questão qualifica-se medianamente….
O BB Cream original nasceu na Alemanha com o objetivo de ajudar na recuperação de queimados e de outros pacientes com problemas dermatológicos, sendo, portanto, imperativo que, na atualidade, o integrem componentes aperfeiçoadoras da pele.
Na verdade, espera-se que concentre proteção solar, hidratante, alguma cobertura, tratamento dermatológico e a capacidade de unificar a tonalidade do rosto. Neste sentido, o BB Cream da Garnier falha em diversos pontos: a proteção solar é bastante baixa – apenas oferece SPF 15 – e a hidratação não é muito eficaz. Quanto ao primeiro ponto, a utilização prévia de um protetor solar resolve o problema. Quanto ao segundo, talvez as peles mais secas o apreciem, mas, no meu caso concreto – tendo pele mista a oleosa – a única saída é o uso de pó compacto, já que a sua ineficiência resulta num estranho brilho e oleosidade.
Contudo, é realmente excelente na unificação do tom de pele e, de certa forma, reduz o tamanho dos poros. Combatido com as anteriores dicas, funciona, relativamente, bem. A pele parece mais bronzeada, saudável e bonita….
Vai aproveitar o dia na praia? Leve-o consigo para, no final do dia, arrumar-se e parecer fantástica, mesmo após toda a salinidade… Um favorito para o Estivo pela sua rapidez e comodidade.
17 maio 2012
A minha experiência no Pottermore
Finalmente, há um mês, o mundo do Pottermore abriu as suas portas ao fãs de todo o mundo. Como a espera tinha sido longa e cansativa, o entusiasmo era muito e as expectativas eram quase intangíveis. Na verdade, a experiência é magnífica! Embora só esteja, agora, disponível o primeiro livro da saga, todo o material extra e informação adicionais são compensatórias. As ilustrações são, igualmente, deslumbrantes, mostrando-se uma incrível experiência interativa de leitura, que a incita de forma fácil e rápida. Se o programa Ler+ estivesse à procura de estratégias, a criação de mundos similares era perfeita. Perfeições à parte, e quanto à faceta interativa, muito se perde com a falta de comunicação entre «jovens feiticeiros». Efetivamente, não há possibilidade de contacto nem com os membros da nossa «equipa» – apreciaria falar com os meus colegas Slytherin – nem com os amigos que adicionamos, ao longo do percurso. A comunicação é meramente realizada em duelos, cujos pontos dos feitiços combatem e não há possibilidade de troca de opiniões ou comentários. Talvez, seja uma boa forma de manter a segurança e de evitar cair no estigma de rede social, mas, definitivamente, é uma falha abismal, que merece atenção. Criem um chat! Não há perigo nas conversas entre fãs, certo?! Visão ingénua ou não, é uma situação a resolver. No final de contas, as poções são a porção mais deliciosa de todo o «mundo pottermoriano»… Pena serem poucas.
Pottermore é, efetivamente, uma experiência fantástica, na primeira semana… mas a solidão desgasta, rapidamente, a vontade de ser um dos melhores. Bem, estar sozinho é um catalisador para o abandono da atividade, que pode ser travado com a inserção de meios de comunicação. Enquanto não surgem, aproveitem as ilustrações detalhadas e impressionantes, bem como os detalhes sobre o mundo mágico mais conhecido de sempre.
12 abril 2012
O rosa e a nova estação – Parte II
Para dar as boas-vindas ao Verão e aproveitar a Primavera, nada melhor que cores vibrantes, e o rosa é, efetivamente, uma cor primaveril e alegre. Deste modo, «Strawberry Fizz» da Rimel é uma escolha acertada e trendy para esta estação. Aposte!
O rosa e a nova estação–Parte I
Andar às compras é delicioso, ainda mais quando se encontram produtos magníficos com um toque primaveril perfeito. Bem, com esta falta de acerto nas estações do ano (efeito do aquecimento global, claro), o melhor é investir na simulação da Primavera, porque pelos vistos nem é Verão e Inverno, este ano, ainda não o foi! Deste modo, é «imperativo» passar por uma The Body Shop e ,pelo menos, experimentar a nova coleção Colourglide Shine Lip Colour: imensos tons femininos… De passagem, experimente e, a sério que vale a pena, adquira Born Lippy Sticky Lip Balm: escolha o sabor que mais lhe agrada e hidrate, deliciosamente, os seus lábios. Bem, enquanto o tempo não se decide, vá-se embonecando ou, simplesmente, ficando fantástica com os novos produtos da The Body Shop…
As escolhas MI: (direita) Bálsamo de Romã; (esquerda) Sheel Pink, Pink Flash e Violet (da esquerda para a direita);
Novo canal – AXN White
Sábado, 14 de Abril, abre-se o canal que virá substituir o Sony Entertainment Television: o AXN White. O novo canal emitirá programas similares ao que está a ser encerrado. Por mim, ficam-se as saudades do Sony, que sempre me agradou bastante!
Little Women – Mulherzinhas
Mulherzinhas surgiu em 1868 pela mão talentosa de Louisa May Alcott, uma autora americana. Na verdade, adequa-se a um público bastante infantil, sendo demasiado “perfeito” para os leitores mais crescidos. Não obstante a ingenuidade que transparece na escrita e no próprio enredo, sobretudo na caraterização das personagens, é uma obra deliciosa. Gui, Zé, Bel e Melita representam, genericamente, as meninas em nós: ou somos conservadoras, mas sentimentais como Gui, ou aventureiras como Zé, ou doces como Bel, ou, ainda, precoces como Melita. Um clássico da literatura júnior intemporal, que merece ser lido qualquer que seja a idade da curiosa… Sim, infantil, difícil até de agarrar, mas demasiado envolvente para ser esquecido. A ler e, quem sabe, reler!
22 fevereiro 2012
Em exibição: «Hugo»
Uma extraordinária construção!
Para os amantes do mistério, é sem dúvida uma delícia cinematográfica. Para os impacientes, poderá ser uma tarefa difícil... mas, enquanto esperam pela resolução, deleitem-se com a fenomenal banda sonora, que capta a atenção de qualquer um.
«Hugo» é, na verdade, um filme adequado ao mais jovem e ao mais maduro, àqueles que procuram a magia na realidade e na dura vida... Apropriado, essencialmente, para os que amam o cinema! A ver e rever...
20 janeiro 2012
‘Cause I Said So…
É antigo, sim, mas, também, um comédia romântica fantástica e perfeita para, quem sabe, uma movie night…
Um enredo intemporal, divertido e que une duas gerações: uma mãe tresloucada por casar a única filha solteira e uma filha adorável que se aventura em duas relações completamente diferentes… simultaneamente. A ver e rever…
19 janeiro 2012
Néctar dos Deuses…
Já não é novo, mas continua extraordinário: Compal Clássico Néctar de Cereja. Um sumo encorpado, delicioso e ainda melhor (se possível) do que uma bela taça de cerejas frescas. Ideal para um pequeno almoço de verão, mas, sobretudo, para uma tarde de inverno com sabor ao mais solarengo dia… Para todos e, principalmente, para os amantes dos divinos paladares e, por conseguinte, de frutos vermelhos. A provar e nunca abandonar…
15 janeiro 2012
Era uma vez…
Estreou hoje, no AXN, Era uma vez, uma nova série de fantasia e mistério. Apesar de ir apenas no 2º episódio, já é bem visível que será um enredo magnífico… Uma história intrigante que manterá os princípios de noite de Domingo bastante capturados pela magia de uma novo conto de fadas, que dá seguimento à clássica história da Branca de Neve. A ver e descobrir…
13 janeiro 2012
Veni, Vidi, Vici*
Em português, * Vim, vi, venci… Os três V’s de Júlio César e de qualquer vencedor…
A poesia de Cesário
Forte e unicamente realista, a poesia de Cesário mostra-se acessível e, aparentemente, simples. Porém, bastante poética e articulada, repleta de figuras de estilo, de sensações e de cores. Tão rica como as Viagens na Minha Terra do brilhante Garrett, a poesia cesariana torna-se até mais espetacular pela faculdade de ser extraordinariamente coloquial num estilo tão poético. As deambulações entre um «eu» que sente e um exterior que se move são recorrentes. Deste modo, os poemas de Cesário Verde absorvem grande parte da nossa atenção pela simples e peculiar forma de descrever ambientes, utilizando os mais diretos, mas mais fabulosos, recursos de estilo. E o pintor nascido poeta cumpre a irreal tarefa de adaptar o realismo à poesia, criando um novo significado desta mesma forma de escrita! A ler e reler…
12 janeiro 2012
Top 2 Nativa Spa do Boticário
Em primeiro lugar, tem, forçosamente, de ser aclamado o Hidratante Nutritivo de Açai! OMG… O melhor aroma de sempre! Hidrata profunda e rapidamente, sendo absorvido em segundos e conferindo à pele um toque sedoso único. Além disso, perfuma o corpo durante todo o dia.
Descrição do aroma: relembra, levemente, ameixa, com notas de amora, talvez porque o Açai, tal como estes frutos, tem fortes propriedades antioxidantes e magníficas potencialidades hidratantes!
De seguida, realça-se o Creme para mãos com Alteía e Minerais. A sua grande glória tem por base o aroma magnifico e indescritível, o toque de seda que confere, mas, sobretudo, a hidratação e reparação que opera nas unhas. É, realmente, perfeito para restaurar uma utilização prolongada de verniz, principalmente, de verniz escuro.
Absolutamente, fantásticos e must have para as peles mais sensíveis e com necessidade de grande hidratação.