Mais um acaso do destino… Foi, assim, que encontrei A história do amor. Numa primeira inspeção, descobrem-se abundantes críticas positivas à autora e à própria obra, sendo aclamadas como únicas e marcantes. Bem, e com este prelúdio, pouco resta à imaginação… A expectativa era suprema e só me restava mergulhar no enredo. Fi-lo!
Desde o início, apresenta-se uma história diferente e inesperada: o retrato da vida de um idoso – Leopold Gursky - nos seus dias finais que luta por marcar a sua presença para não ser encontrado morto vários dias depois do seu final…
Porém, na porção seguinte, já se introduz Alma Singer, uma jovenzinha que luta contra a dor da perda do pai e contra o estado dormente da mãe. Uma guerreira precoce!
Dois enredos, aparentemente, díspares, que se unem… têm em comum um livro escrito pela primeira personagem e relevante na vida da segunda. Todavia, essa conclusão é precipitada, pois, somente, na parte final da obra, se percebe quem era realmente o autor do romance e se dissolvem alguns dos enigmas que o rodeiam.
Pelo caminho, o homem sofre e debate-se com o passado; Alma procura-se e tentar encontrar um parceiro para a mãe, para que a sua dormência se dilua, caindo na própria pesquisa da sua origem.
A história do amor é uma obra para os resistentes e persistentes, que não desistem à primeira confusão ou mal-entendido. Devorá-lo é uma tarefa, facilmente, complicada, mas deliciosa. Um livro misterioso e que nos força à reflexão do que é real e possível e do que é real e impossível. Uma introspeção sobre a solidão! Claramente, recomendável. A ler e reler…
13 outubro 2012
A história do amor de Nicole Krauss
09 outubro 2012
Os primeiros capítulos esquecem-se!?
Quando a chuva amaina, os trovões parecem tremendos e terríveis! Ontem a criatura lamentava a dor que fazia latejar o seu âmago: a vontade de abandonar o processo de fuga da infância. Hoje nela restam pedaços do caminho e diluem-se os companheiros de estrada. Oh como se dissipam, como se confundem agora com o pavimento…
Nos primeiros anos da minha existência, eu almejava atingir a idade das possibilidades, a idade do voo. Nos meus olhos vivia a força constante de derrubar todos os obstáculos. Naquela idade, a solidão era, duramente, inexistente. As relações – como hoje – esgotavam-me, consumiam a minha faculdade de ser racional e equilibrada. O outro era o monstro que me sufocava e me transformava num ser excêntrico delicioso.
Mas hoje, que o voo está iminente, o monstro tende a partir, a deixar-me sofrer sozinha… É natural prosseguir, escapar do habitual, é doloroso! Ninguém nos embala e conta que, enquanto adultos, somos criaturas, completamente, solitárias. Ninguém nos confessa que chora sozinha e sorri sem companhia. Ninguém nos avisa que a grandeza – que o beijo da imortalidade – exige um salto de fé!
É agora que nos cabe decidir se vamos ou ficamos: se abandonamos o calor materno, conhecido e confortável ou se tentámos o extraordinário. E porque não o extravagante?
A falha é compensada pelas vezes que nos ostentam como únicos e capazes…
Ensinam-nos a acreditar: nos outros, em Deus e na verdade. E em nós? É tão, completamente, ridículo como nos agarram e depois nos deixam cair no mundo… É esplêndido e magoa, mas fascina-me. Sinto-me confusa. Esta idade parece-me demasiado brilhante e comum, distrai-me a sua essência e, no entanto, os meus instintos estão alerta, à espera da oportunidade de saltar o precipício.
E o início? O monstro? A chuva?
A vida é um ciclo rápido de mais! Soberanamente, determinado a não ser aproveitado pelos seres que anseiam pela falta de esquecimento. Deixa-me ficar aqui para sempre, mesmo que os capítulos iniciais se dissolvam e que o monstro soçobre. Fitá-lo-ei, então, pela primeira vez, como igual…
12 setembro 2012
Divergente de Veronica Roth
O melhor de descobrir algo mesmo bom é contagiar uma vasta área! Assim aconteceu com Divergente: uma história , à primeira vista, cativante, mas muito melhor depois de explorada!
Esqueçam as insípidas obras cheias de mistério e nenhum romance, que, apesar de forneceram uma grande quebra-cabeças, falham na missão de saciar todos os sentidos do leitor. Divergente não! É interessante sob todos os pontos… um enredo bem construído, um cenário magnifico e várias personagens atraentes.
Revela-se a divisão de Chicago – está claro, um Chicago diferente – em cinco facções, que pretendem cultivar determinadas virtudes, de modo a erradicar certos defeitos da raça humana e a garantir a paz: os Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Cordiais (a amizade/ simpatia), Intrépidos (a coragem) e Eruditos (a inteligência). Todavia, no seio desta estrutura, aparentemente, perfeita, surgem os Divergentes, que não se adaptam a estes comportamentos padronizados. Como sempre, a diferença assusta e acaba, eventualmente, por vencer a corrupção… e a luta que se trava entre duas facções: a que dirige e a que está faminta de poder!
Um final aberto que nos proporciona a possibilidade de imaginar um futuro desenvolvimento, que, efetivamente, se concretiza, não se tratasse esta obra de, somente, uma parte da saga. A seguir: Insurgente! Mal posso esperar para o agarrar. A ler e reler….
23 agosto 2012
Os europeus de Henry James
A obra Os Europeus foi mais uma tentativa de regressar ao encanto de Daisy Miller, que, parcialmente, foi recuperado.
A história de dois irmãos vindos da Europa para a América, à procura dos seus primos e de toda a riqueza que possa advir deles e das suas relações. Retrata, portanto, um contraste entre estas duas cultura, revelando um cenário oposto a Daisy Miller, já que aí a jovem americana é vista como leviana em contraste com os valores rígidos da sociedade europeia, enquanto que na obra presente os visitantes são pintados como adeptos de um divertimento inoportuno e repletos de artificialismos, que são muito opostos à estrita moral de disciplina dos americanos.
De certa forma, trata-se de uma obra morna, já que a baronesa é uma vil mulher, que não confere qualquer dinamismo à obra, com exceção, é claro, de quase destruir certo entendimento entre um jovem casal e de atrair um dos mais ilustres homens locais.
Por outro lado, o seu irmão – o jovem artista Félix – é contagiante com a sua alegria. A sua pequena história de amor é das mais deliciosas do romance.
Com efeito, é interessante. Todavia, a enorme extensão dos capítulos satura qualquer leitor sem disposição para uma obra lenta e sem progressão. Em suma, uma leitura agradável e, em parte, adequada para uma tarde cinzenta estival!
20 julho 2012
Protegem-se os imigrantes e discriminam-se os contribuintes!
Não é de hoje que os continentais fitam os açorianos – em especial, os micaelenses e o seu sotaque – com desprezo e certo escárnio. Mas quando é demais, chega!
Já ouvimos todo o tipo de anedotas e suportámos a humilhação das legendas nos telejornais, porém nunca antes tinham usado o nosso sotaque num anúncio publicitário cujo título é: «Não é preciso entender o senhor Miguel (…)».
Estava eu, calmamente, a assistir programas sem interesse numa tarde de descanso, quando certa publicidade me despertou espantou, indignação e vontade de mandar o comando da TV ao próprio monstrinho. A história por detrás do tal produto é simples: um certo micaelense, dono de um restaurante, explica como ser o melhor na confecção de bifes, exagerando pelo caminho todos os nosso defeitos do sotaque. Na primeira vez que o vi, não percebi metade do que o senhor disse, refletindo-se, de imediato, a inadequação do vocabulário usado. Não, nós não dizemos televisão dessa forma estranha, nem usamos «poderiz» em todas as frases… Contudo, se utilizassem, com o mesmo exagero, estes vocábulos e esquecem o dito título, eu daria-me por descontente, talvez imparcial, com o tempo. Todavia, usam-o e isto é ultrajante!
Então, andaram-se anos a defender os negros e os outros imigrantes, aclamando-se os seus direitos. Em todo o lado se apregoa a igualdade e, mesmo assim, massacram-se os que falam de forma diferente, a sua própria língua. Se se ouve um brasileiro, é sensual, se se ouve um açoriano, goza-se. Não gozam, porém, dos nossos impostos, certo? E das nossas compras… O nosso dinheiro – e voto – é semelhante ao dos finos continentais… ainda assim somos usados como estratégia de venda.
Talvez dê alguns frutos esse vosso trabalho e, por melhor que seja a marca, a mim surge-me a vontade de qualquer punição. Pode ser extremo ou irreal, mas a revolta nunca foi, propriamente, racional. Com tudo isto, a Optimus utilizou o sotaque de uma outra zona de Portugal, mas respeitou-a. Já a São Miguel, restam as legendas,aparentemente, precisas, já que o senhor Miguel é difícil de compreender!
O famoso e Incompreensível anúncio do senhor Miguel!
05 maio 2012
Escolher, podendo, e errar!
É fácil deixar-nos levar pela ânsia de seguir os nossos sonhos de ser maior e melhor. É, incrivelmente, acessível ignorar os conselhos que, disfarçadamente, nos avisam dos obstáculos presentes naquela opção. É, porém, profundamente, difícil ouvir os que nos acompanham, os que já percorrem as duras estradas escolhidas ou os que, sabiamente, tomaram a decisão correta. Com efeito, muitas são as situações em que as escolhas são reduzidas a uma, quer pelo coração quer pelo meio. São, contudo, aquelas que se mostram livres e nos mostram a possibilidade de exercermos a faculdade de livre arbítrio que são complexas, pois onde não há opção, não há erro a cometer. Pode assemelhar-se a cobardia ou fraqueza despojada de racionalidade, mas preferir ouvir os outros a saltar, precipitadamente, por estes dias, é uma opção ponderável, é que, se erramos, o preço pode ser o nosso futuro. Comtemplemos a tomada das consequências, a formação do sentido de responsabilidade… Quando o preço é alto demais, a escolha pode ser definitiva. É, todavia, corajoso o ser que decide sem olhar para a escolha alheia. Por estes dias, o mundo anda ambíguo. É estranho! A constante é que a decisão não se deve basear na facilidade ou dificuldade, mas sim na ponderação…
Como decidir?! Escolher, podendo, e errar será tão louvável como escolher, podendo, ouvir e acertar? Sim, porque pelos ferimentos se mede a sabedoria de um espírito. Ouvir é em si própria uma decisão, que, como tal, pode conduzir ao erro ou à vitória!
21 janeiro 2012
A ridícula realidade!
19 janeiro 2012
Néctar dos Deuses…
Já não é novo, mas continua extraordinário: Compal Clássico Néctar de Cereja. Um sumo encorpado, delicioso e ainda melhor (se possível) do que uma bela taça de cerejas frescas. Ideal para um pequeno almoço de verão, mas, sobretudo, para uma tarde de inverno com sabor ao mais solarengo dia… Para todos e, principalmente, para os amantes dos divinos paladares e, por conseguinte, de frutos vermelhos. A provar e nunca abandonar…
18 janeiro 2012
I**
Saber quem somos é, apenas, meio caminho para o tão desejado sucesso. É, porém, uma estrada tortuosa e difícil, em que o corpo cede ao cansaço sucessivas vezes. Árduo talvez de mais, para uma primeira porção! Quem o consegue evitar? Ontem, sabia exatamente quem era, sempre soube e sempre soube para onde ia, tinha o plano aperfeiçoada na minha mente. Tudo: os sucessos, as lágrimas, os trabalhos forçados e os arranhões que as silvas diabólicas da tentação me iriam infligir. Porém, quando atingi a real idade de saber todos estes detalhes, encontrei uma enorme dúvida: o que me fará diferente? A resposta ainda não se dignou a constar dos meus conhecimentos, mas, entretanto, decidi focar-me na capacidade aparente escrever, já que, no que toca às outras caraterísticas, a diferença é criada apenas pelo negrume em comparação com a nívea superfície mundial! Bem, é diferente, pelo menos, mas ninguém quer marcar o mundo pelo meio negativo, certo?
13 janeiro 2012
O carpidor e o real
A claridade lunar ofusca
sempre a doce alvura do olhar
petrificado de um amante que busca
escapar ao magistral terminar!O rio que brilha e serpenteia,
cortando a terra que sofreu,
observa o quadro e nomeia
o que chora o eterno Romeu.Mas está enganado!
O que carpe, finge.
O seco é o sacrificado…O desbotado de negro tinge
o níveo coração agora abandonado
daquele que a sofrer se cinge!IP
Os quentes dias frios
Este Inverno tem sido impressionante. A chuva, que abundava aqui nos Açores, parece escassear e comtemplar apenas alguns minutos de raros dias. As temperaturas arrepiam, mas impedem o uso dos tão adorados gorros que fariam, então, transpirar incessantemente! Inacreditável! Serão, pois, os efeitos do aquecimento global? Decerto há uma visível mudança e com tanta amenidade já tenho saudades de me agarrar às lãs e dormir com algo mais mais «adequado» que uma T-shirt de meia manga… Bem, espero que fevereiro se mantenha assim tão bom… afinal ninguém gosta de passar o dia de aniversário molhado e com o cabelo num estado deplorável! (LOL)
A poesia de Cesário
Forte e unicamente realista, a poesia de Cesário mostra-se acessível e, aparentemente, simples. Porém, bastante poética e articulada, repleta de figuras de estilo, de sensações e de cores. Tão rica como as Viagens na Minha Terra do brilhante Garrett, a poesia cesariana torna-se até mais espetacular pela faculdade de ser extraordinariamente coloquial num estilo tão poético. As deambulações entre um «eu» que sente e um exterior que se move são recorrentes. Deste modo, os poemas de Cesário Verde absorvem grande parte da nossa atenção pela simples e peculiar forma de descrever ambientes, utilizando os mais diretos, mas mais fabulosos, recursos de estilo. E o pintor nascido poeta cumpre a irreal tarefa de adaptar o realismo à poesia, criando um novo significado desta mesma forma de escrita! A ler e reler…
12 janeiro 2012
Top 2 Nativa Spa do Boticário
Em primeiro lugar, tem, forçosamente, de ser aclamado o Hidratante Nutritivo de Açai! OMG… O melhor aroma de sempre! Hidrata profunda e rapidamente, sendo absorvido em segundos e conferindo à pele um toque sedoso único. Além disso, perfuma o corpo durante todo o dia.
Descrição do aroma: relembra, levemente, ameixa, com notas de amora, talvez porque o Açai, tal como estes frutos, tem fortes propriedades antioxidantes e magníficas potencialidades hidratantes!
De seguida, realça-se o Creme para mãos com Alteía e Minerais. A sua grande glória tem por base o aroma magnifico e indescritível, o toque de seda que confere, mas, sobretudo, a hidratação e reparação que opera nas unhas. É, realmente, perfeito para restaurar uma utilização prolongada de verniz, principalmente, de verniz escuro.
Absolutamente, fantásticos e must have para as peles mais sensíveis e com necessidade de grande hidratação.
Another «Beauty and the Beast » movie
É uma tendência bem evidente no mundo cinematográfico nos últimos anos, esta adaptação de clássicos infantis da Disney às produções para adultos. Mais sérios, sim, mas não menos encantadores são estes filmes que reproduzem os mesmo ideias. Acreditem, o mundo precisa deles: parece que o que as velhas histórias, inocentemente, nos ensinaram foi levado no vendaval da modernidade e superficialismo. Bem, corruptos ou não, os românticos irão, certamente, apreciar «Beastly» – um contemporâneo enredo coberto de preciosas emoções. Além disso, a delicadeza e quase fragilidade da Banda Sonora são impossíveis de ignorar. Um bom filme, para um dia de relaxamento e nunca para quando se precisa do tal impulso energético. A ver e rever...
03 janeiro 2012
1ª Activa de 2012…
Esta é uma edição dedicada ao novo ano, às previsões e à perda dos quilos ganhos nas festas da época recente. Especial, como sempre, e bem adaptada à mulher portuguesa e comum… Escolha a versão mini que a ajuda a poupar e a não perder nenhuma parte do conteúdo da edição. Há a salientar a rubrica «passiva» de Catarina Fonseca que este mês se mostra, particularmente, interessante!
02 janeiro 2012
O coração da Ave liberta é mudo!
Capítulo IV – Metamorfose real!
A felicidade é uma realidade escassa, inacessível. Abandonar o abrigo infantil, calar o coração é, sempre, abdicar da ilusão de vir a ver perfeito e feliz. Na infância é fácil acreditar que teremos a capacidade de marcar o mundo, de o mudar, irremediavelmente. É enigmático como tudo é tão acessível! Somos, então, as aves mais corajosas, as primeiras com a vontade assertiva de construir e alterar o espaço! Abandonamos, porém, a gaiola linda e abaulada. Trocamos a luz coada pela janela aberta e deliciosa. Somos gananciosos e a criança selvagem com o coração que se exprime torna-se na ave sinistra e calada que sobrevive na caverna e no prado idílico, mas efémero. Não sei onde estou agora! Não sou a criança frenética, nunca o fui, não sou a ave monstruosa, apesar de ter semelhanças. Sou, penso, ainda o estado intermédio da metamorfose brutal da vida. O monstro em mim alimenta, agora, as vontades que, outrora, eram sustentadas pelo sorriso ingénuo. As minhas asas começam a ter mais força, mais vigor, mas não me sinto, ainda, capaz de abandonar a caverna onde me abriguei naquela noite de trovoada. Oh, a humanidade está a esgotar-se! O Homem é a criatura, por vezes, menos humana que existe. É nesta fase da mudança que a generosidade é separada da criatura. De um lado está o Homem carinhoso que tenta a salvação dos pequenos. De outro está a escuridão monstruosa que é sufocada pelos modos rígidos da sociedade. O ser que, brevemente, irá brotar da minha antiga alma é estranho! Uma criatura reprimida com vontades frustráveis. Sim, um ser maduro, pela primeira vez capaz, mas sem capacidade de almejar mais do que o medíocre nada! Contudo, alguns Homens peculiares nunca alcançam este estado. É, claramente, esta a minha esperança: que eu seja um desses tais singulares seres que criam a partir do coração que, apesar de não ser infantil, é afogueado e barrulhento. Parte dessas criaturas monstruosas que se odeiam e amam, que sobem para cair e não para alcançar o topo. Talvez, até, porção de alguma outra criatura que se apaixone pela pacificidade passional e irrequieta da minha alma. A mudança que a natureza opera em todas as pequenas aves falha diversas vezes. Surgem, então, os originais, os erros! O mundo é alterado pela metamorfose, também. O lugar simpático e fascinante torna-se negro e corrompido. Sim, o mundo está tão intensamente negro, porque hoje os monstros ganharam. Os generosos quiseram-os na liderança. Os ingénuos apoiaram. E os estranhos, à margem, sucumbiram e deixaram que a metamorfose agisse como uma noite sem lua. Contudo, existem suficientes vontades para mudar o prado, antes idílico. Não existem é vozes poderosas e capazes de arremessar estes selvagens corrompidos e frígidos. É urgente! Esqueçamos a sociedade, o estado da sociedade! A manhã já aí vem… esperem… a felicidade aguarda-nos, temos de caminhar na sua direção. Porque insistíeis em fugir? Porque a inspiração surge do carpir, do sofrer, do monstro e da escuridão. E a ave calada torna-se, também, surda, cada vez mais pessoal e só!
Inspirado na Vida
IP
24 dezembro 2011
A mesa da consoada…
Vamos ser simples e diretos, a exuberância sempre foi muito apreciada, mas, nos tempos que correm, não é a caraterística mais aconselhável à bolsa dos portugueses. Aliás, está um bocado ultrapassada, sim, já se nota certo cansaço. Apostemos agora na simplicidade à mesa da consoada, utilizando materiais já usados em outros Natais. Procure, acima de tudo, investir em pequenos pormenores que, apesar de não serem faustosos, fazem toda a diferença…Hoje à noite, não esqueça as velas, o azevinho e, claro, não esqueça o bacalhau! Feliz Noite de Natal!
15 dezembro 2011
Compras & Presentes de Natal
Boas lojas para presentes:
-The Body Shop;
-Continente;
-Oysho;
-Gato Preto;
-Details;
-Decatlon;
10 dezembro 2011
«O Gato das Botas»
Amigo fiel de Shreck e do Burro, o Gato das Botas ganha agora o papel de protagonista neste novo filme. Completamente díspar da “saga” anterior, a história é apenas sobre o Gato, os seus supostos amigos e sobre os maravilhosos feijões mágicos. Uma verdadeira comédia, deliciosa e perfeita para esta época de Natal. Um filme familiar para um público divertido, mas, também, para os mais tristes que com ele se irão alegrar. Kitty Patas Fofas e o Gato das Botas são, definitivamente, o casal mais in e mais fofo desta estação. Uma história encantadora e uns toques de humor fantásticos. «O Gato da Botas» revela-se o entretenimento preferido para as férias, não só das crianças, mas, também, dos adultos. A ver e, quem sabe, rever…. (Também disponível em formato digital).
Sapatinhos Torturantes….
De todas as cores, formas, texturas e alturas, os sapatos são verdadeiros instrumentos de tortura e a real metáfora da corrupção do «Bom Selvagem». São o símbolo do fim da pureza natural e da adaptação à sociedade e às suas regras e limites. Sem salto – sabrinas – fazem-nos sentir como princesinhas da Renascença, com pouca altura, mas com fragilidade e simplicidade que merecem ser cobiçadas. Com salto – dos 1 aos 20cm – fazem-nos sentir como modelos de eleição, com as maiores pernas do mundo, com a maior elegância alguma vez vista. Contudo, altos ou baixos, todos podem infligir extrema dor, principalmente nas primeiras utilizações. Contudo, no fim do dia, todas escolhemos a beleza ou a simples elegância aos brutos pés descalços ou aos ténis de corrida. Cá por mim, fico-me pelos Converse, pelas sabrinas e pelos saltos (extraordinariamente). Bem longe, ficam as colossais sapatilhas de Jogging. Hei, sapatos são limites?